Salve Iemanjá!

Dia 2 de fevereiro é o dia de Iemanjá. Em todo o país religiões de matrizes africanas comemoram o dia da Rainha das Águas. Aqui no Espirito Santo centenas de devotos se reúnem na Praia de Camburi para prestar homenagem e pedir graças a ela.

Essas fotos foram capturadas durantes as celebrações de Iemanjá na Praia de Camburi e no terreiro de candomblé Nzo Musambu Ria Kukuetu.

Quer saber um pouco mais sobre a origem do mito de Iemanjá? Clique aqui.

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Rodrigo GaviniRodrigo GaviniRodrigo GaviniRodrigo GaviniRodrigo GaviniRodrigo GaviniRodrigo GaviniRodrigo GaviniRodrigo GaviniRodrigo GaviniRodrigo Gavini

Bracinho

Quando assumi o plantão de polícia do jornal A Tribuna naquela tarde, uma pauta se destacava. Era uma entrevista exclusiva com Alair Portes Sobrinho, conhecido como Alair Bracinho.

Bracinho era criminoso famoso no final dos anos 90 e início de 2000, foi ele o responsável por de dentro da cadeia comandar ataques à ônibus na Grande Vitória. Busquei nos arquivos imagens dele, para ir me familiarizando com o personagem.

Encontrei poucas fotos, em uma delas ele estava algemado em um banco de delegacia e com cara de poucos amigos. Diferente de outros acusados que já fotografei, na imagem Bracinho não fazia questão de esconder o rosto. Parecia um sujeito seguro de si.

Saímos da redação rumo à Cariacica para encontrar o pastor Gusmão que iria nos levar até a casa de Bracinho. Depois de um longo caminho, chegamos em um pequeno sítio, um cachorro vira lata veio nos receber.

De dentro de casa Bracinho saiu acompanhado da esposa. Em nada lembrava aquele homem que eu havia visto nas fotografias antes de sair da redação.

Rodrigo Gavini

Alair Bracinho

Afinamos alguns detalhes da entrevista e já partimos para o trabalho. O local que eu escolhi para fotografa-lo foi dentro de casa. Por dois motivos: o primeiro era que Bracinho não quis identificar onde vive atualmente, com receio de que algum desafeto o encontre. O segundo, pelas paredes azuis, que me deram um bom contraste com a camisa que Bracinho estava usando.

Pensei em utilizar luz natural, porém, as janelas localizadas uma atrás e outra do seu lado direito me deram um sombra muito marcada no meio do rosto do fotografado. A solução foi rebater o flash no teto com uma potência bem baixa (1/128), e assim amenizar a sombra.

Esse esquema permitiu que eu fotografasse sem precisar que bracinho posasse para as fotografias.

Esquema de luz pronto foi só fotografar.

Rodrigo Gavini

Bracinho ficou preso por 23 anos.

Depois das fotos ainda comemos um delicioso aipim frito colhido no sítio e tomamos um café.

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Depois das foto ainda deu tempo de tomar um café.

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Hoje Bracinho é convertido e prepara um livro contando sua história.

 

Bracinho

Alair Portes Sobrinho (Alair Bracinho) entrou para o crime aos 15 anos, logo depois de perder o braço por causa de um erro médico. Ficou 23 anos preso e cumpre liberdade condicional atualmente.

Foi gerente do tráfico na Cidade de Deus no Rio de Janeiro integrou o PCC e era aliado do Comando Vermelho.

Em 91 quando voltou para o Estado tomou cerca de 18 bocas de fumo, entre elas: Boa Vista, Ilha dos Ayres, Cristovão Colombo, Divino Espírito Santo, Soteco, Rua do Lixo, todas em Vila Velha.

Ficou preso em presídio federal e em cela separada. Tomava banho de sol sozinho. Segundo Bracinho os policias diziam que ele era má influência para os outros detentos.

Hoje Bracinho é convertido e faz pregações em igrejas. Está preparando um livro contando sua história.

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Luiz Howarth conhecido como Papa do Diabo

Fotos feitas para uma matéria com o professor de inglês Luiz Howarth “carinhosamente” conhecido com Papa do Diabo .

O professor Luis mantem no bairro Forte São João em Vitória um templo satanista.